
Hulk, atacante do Atlético-MG (Pedro Souza / Atlético-MG)
Hulk, ao recordar a final da Libertadores, trouxe uma comparação envolvendo Gabriel Milito e Cuca. Mesmo com a possibilidade de tornar o Atlético-MG mais ofensivo, após Gregore ser expulso, o argentino não abriu mão dos três zagueiros de forma imediata, algo que poderia sufocar o Botafogo. Neste contexto, o raciocínio do atual comandante do Galo, em duelo contra o Cruzeiro, fez o camisa 7 exaltar a leitura de jogo extraordinária para explorar a vantagem numérica.
“Claro que futebol não tem que ser injusto. Futebol, quando faz e dá certo, todo mundo. Como o Milito fez contra o Cruzeiro na final. Empatamos o jogo em casa. A gente toma um gol no Mineirão, ele faz uma mudança sem a gente entender, e a gente vira e faz três gols.”, disse Hulk, em entrevista ao Charla Podcast.
“Agora, o Gabigol foi expulso, e o Cuca mudou na hora. O Cuca é malandro, lê o jogo na hora, a gente controlou o jogo todo. Tem situação que vai mexer de imediato, não dá tempo do outro treinador pensar.”, acrescentou.
Hulk é sincero ao falar de Milito
Respeitando o trabalho de Milito, Hulk avalia que o técnico falhou na decisão da Libertadores. Levando em conta a expulsão de Gregore, uma mudança tática poderia colocar o Atlético-MG com mais vantagem diante do Botafogo.
“A gente perdeu para nós mesmos. Não questionando, o Milito é um cara que tem máximo respeito, ótimo ser humano. Muito bom treinador, entende muito de bola. Apesar de jovem, entende muito. Mas pecou naquele momento da final.”, afirmou.
Esquema ideal do Atlético-MG ficou pendente?
Inicialmente, Hulk esperava uma repetição do encaixe tático da vitória sobre o Fluminense. Como o Atlético-MG foi bastante superior ao clube carioca, o ídolo do Galo sinalizou o posicionamento que seria capaz de garantir o título da Libertadores.
“Se pegar o time que estava em campo, contra o Botafogo, era o mesmo time contra o Fluminense em casa. A gente atropelou o Fluminense, eles não aguentavam mais correr.”
“Jogou o Scarpa na esquerda, eu na direita, e Paulinho e o Deyverson na frente. Achei que ele iria fazer isso contra o Botafogo, porque ele abria dois pontas, bola do Scarpa ele cruza bem dali, no um contra um a gente iria bem. Tanto que no segundo tempo ele fez. O tanto de bola que a gente criou. Tem bola que eu cruzo pro Deyverson. O time criou pra caramba.”, externou.